Leia o texto a seguir e responda à questão.
O vaivém entre trabalho remoto, híbrido e presencial, somado ao avanço da inteligência artificial (IA),
redesenha o mercado de trabalho no Brasil e amplia as incertezas. Entre empresas que chamam funcionários de volta ao escritório, jovens que pressionam por mais flexibilidade e cargos ameaçados pela
automação, especialistas apontam mudanças profundas nos perfis profissionais mais disputados, na
estrutura das lideranças e no papel do chamado “salário emocional” nos próximos anos.
Ao longo de 2025, empresas anunciaram o fim – ou a redução – do trabalho 100% remoto. Ao mesmo
tempo, a forma como a geração Z encara a vida profissional pressionou empregadores a repensar os
modelos de trabalho em vigência.
Em paralelo, o avanço da inteligência artificial passou a ameaçar cargos de entrada. De um lado, CEOs
seguem otimistas em relação ao futuro do trabalho, como aponta um relatório recente da Egon Zender.
De outro, há profissionais mais infelizes do que nunca, segundo pesquisa da Vidalink.
Grandes empresas devem considerar a entrada de pessoas sem nível universitário para vagas que antes exigiam diploma, afirma Denis Caldeira, consultor de negócios e ex-executivo de empresas como
Google e Meta. “Basta saber se a pessoa entrega com qualidade e rapidez”, avalia.
Por outro lado, há estimativas de que a IA pode “roubar” vagas em algumas áreas de profissionais que
estão no início de carreira, principalmente quem executa funções administrativas e repetitivas. “Isso não
significa menos oportunidades, mas o cargo vai ser diferente com projetos, funções ligadas a dados,
atendimento complexo e operação de sistemas digitais”, diz Antonio Carlos Matos, consultor de negócios.
Gustavo Tavares, chefe de talentos para o Brasil na Aon, concorda que a IA deve virar um critério prioritário na hora de contratar. A mudança será mais rápida na forma em que o trabalho é organizado. Para
2026, o avanço da IA vai exigir revisão de cargos, trilhas de carreira e modelos de desenvolvimento.
“Funções mais operacionais que podem ser automatizadas tendem a gradualmente desaparecer, enquanto cresce a demanda por habilidades analíticas”, avalia Tavares.
(Adaptado de: RODRIGUES, Jayanne. Retorno aos escritórios e IA guiarão o mercado de trabalho neste ano. O Estado de S.
Paulo. Domingo, 4 de janeiro de 2026. Economia e Negócios. B9.)
I. As palavras “redesenha” e “incertezas” formam-se pelo mesmo tipo de derivação, com prefixos diferentes.
II. Os termos “vaivém” e “ex-executivo” são formados pelo mesmo tipo de processo, ou seja, compostos por justaposição.
III. A expressão “geração Z” é um neologismo, uma nova expressão da língua com papel de completar espaços a respeito de um novo conceito.
IV. A expressão “salário emocional”, formada por substantivo e adjetivo, indica um conceito que inclui, por exemplo, reconhecimento, incentivo, folgas e horários flexíveis.
Assinale a alternativa correta.