A Vigilância Epidemiológica inicia a avaliação de um caso para identificar falhas no cuidado e nos sistemas de informação
do SUS. (1) A gestante: 22 anos de idade, G2P1A0, iniciou o pré-natal com 20 semanas de gestação. Os registros no
sistema e-SUS Atenção Primária (e-SUS AB) indicam a realização de apenas três consultas. (2) O diagnóstico materno:
na 2a
consulta, foi registrado o resultado de VDRL: 1:64. Contudo, não há registros de evolução do e-SUS AB, nem
anotação clara sobre a conclusão do esquema de tratamento adequado para a gestante e seu parceiro sexual. (3) O
nascimento: sexo masculino, nasceu prematuro, com 34 semanas de idade gestacional, pesando 1.900 gramas. O Apgar
foi 6, no primeiro minuto, e 8, no quinto minuto. Esses dados foram extraídos do Sistema de Informações sobre Nascidos
Vivos (SINASC), preenchido a partir da Declaração de Nascido Vivo (DNV). (4) A internação hospitalar: o recém-nascido
foi admitido na UTI neonatal. Essa admissão gerou um registro no Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS),
por meio de uma Autorização de Internação Hospitalar (AIH), com o diagnóstico principal de “Prematuridade” e um CID
secundário para “Sífilis Congênita”. (5) O desfecho: o recém-nascido faleceu aos 15 dias de vida. O óbito foi registrado
no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), mediante a Declaração de Óbito (DO); a causa básica foi registrada
como “Sepse Neonatal”; “Sífilis Congênita” foi listada como uma das causas contribuintes. (6) A notificação do agravo:
uma ficha de notificação para Sífilis Congênita foi inserida no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN)
30 dias após o óbito do recém-nascido. A ficha apresenta vários campos relacionados ao tratamento da mãe preenchidos
como “ignorado” ou deixados em branco.
Com base na investigação epidemiológica relatada, é correto afirmar:
Com base na investigação epidemiológica relatada, é correto afirmar: