Entre as atribuições precípuas da História figura a
prerrogativa de resgatar da voragem do esquecimento
aquilo que, não fosse o labor historiográfico, sucumbiria à
obscuridade do tempo, viabilizando, desse modo, a
transmissão intergeracional do saber pretérito. Nessa
esteira interpretativa, a denominada História Cultural,
conforme postulam Jean-Pierre Rioux e Jean-François
Sirinelli, consubstancia-se como o campo que “fixa o
estudo das formas de representações do mundo no seio de
um grupo cuja natureza pode variar” (p. 20, 1998),
problematizando o passado mediante a análise das
estruturas simbólicas, dos sentidos socialmente partilhados e das sensibilidades que conformam o
conhecimento humano, manifestadas em emoções e
percepções coletivas.
A respeito do tal prisma, e à luz das novas abordagens conceituais e metodológicas no campo da produção e da metodologia historiográfica, é plausível ratificar que:
A respeito do tal prisma, e à luz das novas abordagens conceituais e metodológicas no campo da produção e da metodologia historiográfica, é plausível ratificar que: