Uma das características centrais do trabalho da/o assistente
social é a condição de assalariamento que lhe é inerente.
Iamamoto (2009) recupera alguns tensionamentos advindos
desta constatação entre a afirmação e defesa do projeto
profissional e a condição de trabalhador/a assalariado/a,
afirmando: “Verifica-se, pois, uma tensão entre o trabalho
controlado e submetido ao poder do empregador, as
demandas dos sujeitos de direitos (...) Assim, o trabalho do
assistente social encontra-se sujeito a um conjunto de
determinantes externos, que fogem ao seu controle do
indivíduo e impõem limites, socialmente objetivos, à
consecução de um projeto profissional coletivo no cotidiano
do mercado de trabalho” (p.354). O contexto apresentado
reproduz reincidentemente no interior do cotidiano
profissional, a interpretação que há um “distanciamento entre
projeções e realidade, entre teoria e prática” (p.348). A autora
enfatiza duas questões a respeito dessa percepção: