Gabriel é um paciente de 28 anos, previamente hígido, sem comorbidades, PPS 100%, que atua como médico residente de Medicina Paliativa. Durante as atividades da residência, cada residente deveria construir um testamento vital para colocar em prática os seus conhecimentos sobre os documentos de Diretivas Antecipadas da Vontade. Na construção deste documento, ele referiu que não gostaria de ser intubado, sob nenhuma hipótese, porque tinha vivenciado experiências muito difíceis durante a pandemia de COVID-19 e não gostaria de correr o menor risco de ser submetido a tudo o que aconteceu com aqueles pacientes. Gabriel é casado com Carolina, que também é residente de Medicina Paliativa, e participou do processo de construção do testamento vital de Gabriel e reconhece aquele enquanto seu valor. Há duas semanas, Gabriel cursa com quadro de taquipneia, tosse secretiva, febre, tendo feito uso de Amoxicilina Clavulanato, porém sem resposta, evoluindo nos últimos dois dias com rebaixamento do nível de consciência, hipotensão, taquicardia e hipoxemia importante (Saturação Periférica de O2 87%). Na admissão do Pronto Socorro, o plantonista encontra um quadro de conflito familiar.
- João, irmão de Gabriel, traz testamento vital pedindo que o médico ofereça todos os Cuidados Paliativos para o paciente, visto que ele recusa ser intubado conforme expresso no seu testamento vital.
- Carolina, esposa de Gabriel, refere que ele deve ser submetido a trial de medidas invasivas por ser previamente hígido
- Gabriel, agitado e confuso, deseja evadir do hospital
Assinale a alternativa que representa a conduta mais adequada a ser tomada.