As escolas de Harvard e Chicago representam os dois paradigmas analíticos mais importantes para a análise antitruste. As divergências entre ambas são tratadas na literatura, e seu conhecimento constitui uma ferramenta básica para que o analista de políticas públicas realize o seu trabalho. A esse respeito, analise as críticas abaixo.
I - Os estudos empíricos sobre a lucratividade não permitiriam a conclusão generalizada, dessa escola, de que os lucros seriam mais próximos do nível monopolístico em mercados altamente concentrados do que naqueles com menor grau de concentração.
II - O elevado grau de concentração em um determinado mercado seria normalmente fruto de economias de escala ou de alguma outra forma de eficiência, sendo que os custos associados à intervenção do Estado para reduzir a concentração seriam maiores do que os benefícios que poderiam ser derivados do incremento da competição.
III - Muitas das práticas supostas anticompetitivas pelos estruturalistas da escola de Harvard seriam, na realidade, geradoras de eficiências econômicas.
IV - A excessiva preocupação dessa escola com os efeitos das políticas antitruste sobre a eficiência, do ponto de vista do incremento de bem-estar dos consumidores, teria posto em segundo plano a importância crucial da determinação do grau de concentração das estruturas de mercado.
V - Houve uma utilização indiscriminada, nos estudos de caso realizados por essa escola, com base no modelo de estrutura-conduta-desempenho, da proposição de que os lucros de monopólio são dissipados durante o próprio processo da sua formação.
Devem ser atribuídas à Escola de Chicago em relação à Escola de Harvard, segundo Hovenkamp (1994, cap 2), as críticas: