Conforme os excertos abaixo, extraídos da coletânea Psicanálise e Saúde Pública: clínica e pesquisa (Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2015), responda as questões seguintes:
“Em diversos serviços pode-se observar a formação de grupos de ‘técnicos’ que apresentam uma visão normativa da clínica, respondendo de forma burocrática às demandas de tratamento. O espaço das recepções é um bom exemplo de como o acolhimento das demandas pode se reduzir a uma resposta que desconsidera o sujeito, ao se guiar exclusivamente pelas normas que determinam as competências dos diversos dispositivos da rede de saúde mental, definindo quem deve ser atendido por este ou aquele serviço. A noção de ‘perfil’, tão utilizada nos serviços de saúde, presta-se muito bem a essa burocratização da prática. Há também aqueles que orientam o cuidado pela noção de ‘bem’, fundando sua prática clínico-assistencial em valores morais, o que, de uma outra forma, acaba também por desconsiderar o sujeito em jogo no cuidado. Não se pode deixar de enfatizar, por sua vez, a presença daqueles que, movidos pelo desejo de realizar um trabalho clínico efetivo com cada sujeito, tomam como ponto de perspectiva a sua palavra, ao mesmo tempo que valorizam a troca que o trabalho em equipe multidisciplinar pode possibilitar.” (Ibid., p. 118).
Os conceitos que melhor caracterizam as práticas assistenciais descritas no texto são respectivamente: