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2441436 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CETRO
Orgão: ANA
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Leia o texto abaixo para responder à questão.

Água de beber?

Brasil. Somos um país rodeado por água: um fabuloso litoral de mais de 7.367km; pelo menos dois imensos aquíferos (Alter do Chão, com 96 mil quilômetros cúbicos, e Guarani, de 45 mil quilômetros cúbicos); uma fantástica rede fluvial formada por bacias gigantescas como a dos rios Amazonas, Paraná e São Francisco; e um clima equatorial que produz chuva praticamente o ano inteiro. Sim: quando falamos em água no Brasil podemos dizer que esse rico e importantíssimo elemento natural está presente não apenas na superfície, mas acima e abaixo das nossas cabeças. Ou seja: no Brasil, lugar de água não é apenas nos rios, lagos e praias: "dá" até na terra e no ar...

Infelizmente, esse é um privilégio (quase) brasileiro. No Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos, nunca é demais dizer que a água hoje está valendo muito: antes reconhecidamente um elemento vital para a nossa saúde física; essencial para a geração de alimentos; fonte geradora de energia elétrica; e fundamental para manter a vida no planeta, a água agora (ou a sua escassez) está sendo tratada como assunto de segurança nacional por alguns países.

Água de poder?

Disputas pela posse de regiões atravessadas por cursos de rios ou dotadas de nascentes têm gerado conflitos ou no mínimo tensão entre países, que se veem envolvidos num novo jogo de poder, soberania e sobrevivência: a hidropolítica.

Em fevereiro do ano passado, o Senado dos Estados Unidos apresentou o relatório:

"Avoiding Water Wars: Water Scarcity and Central Asia's Growing Importance for Stability in Afghanistan and Pakistan" (Evitando Guerras das Águas: Escassez de Água e a Crescente Importância da Ásia Central para a Estabilidade no Afeganistão e Paquistão)

O documento examina a política dos Estados Unidos em relação à escassez e gestão da água na Ásia Central e no sul do continente. "A água desempenha um papel cada vez mais importante na segurança, diplomacia e interesses dos Estados Unidos na região. Este relatório fornece um panorama significativo e várias recomendações importantes para avançar a política dos EUA na Ásia Central e no Sul do continente com relação a este vital recurso transfronteiriço", diz no texto o senador democrata John Kerry, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

A crescente demanda por água é diretamente proporcional ao aumento da produção de alimentos e geração de energia elétrica, dois fatores cruciais para o desenvolvimento de qualquer país. No fervente caldeirão hidropolítico do sul e do centro da Ásia, a questão fica ainda mais delicada por causa das inundações que têm sido provocadas pelo derretimento das geleiras da cordilheira do Himalaia. As causas? Segundo cientistas, o ritmo acelerado das mudanças climáticas no planeta. Os custos para (tentar) reverter no continente os estragos previstos pela intensificação do aquecimento global? US$40 bilhões, segundo dados do Banco Asiático de Desenvolvimento, valor nove vezes maior que o disponível atualmente no mundo inteiro para combate e adaptação às alterações no clima.

Numa região de intensa instabilidade de relações, o relatório do senado dos EUA classifica a água como um "vital recurso transfronteiriço". Não é para menos Além de Afeganistão e Paquistão, o imbróglio na região envolve também China, Índia, Nepal e Bangladesh.

Esses países estão envolvidos em discórdias a respeito de construção de barragens, posse de terras e regulação de cursos d'água dos principais rios da região, entre eles, o Brahmaputra, Indo, Ganges, Tista e seus afluentes. Cerca de 1 bilhão de pessoas vivem próximas às bacias hidrográficas nascedouras no Himalaia, como as do Indo e Ganges-Brahmaputra. Se os glaciares do Himalaia desaparecerem durante as próximas décadas (estimativas científicas apontam para um estado crítico da região em 2035, se persistir o ritmo atual das perdas), todos esses países podem sofrer com severas inundações seguidas por estiagem.

Antonio Carlos Teixeira. Revista Plurale. Disponível em: http://www.plurale.com.br/noticias-ler.php?orig=home&cod_notiicia=11994

Leia o trecho abaixo.

"[...] podemos dizer que esse rico e importantíssimo elemento natural está presente não apenas na superfície [...]".

Assinale a alternativa cujo termo destacado pertence à mesma classe gramatical de "apenas".

 

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