“[...] Já tive a ocasião de ver diversos rapazes com menos de vinte anos de idade que nunca tinham feito qualquer trabalho além de produzir pregos e que, quando se esforçavam, conseguiam fazer mais de dois mil e trezentos pregos por dia. O fabrico de um prego, porém, não é de forma alguma uma das tarefas mais simples. A mesma pessoa aciona o fole, agita ou corrige o fogo se tal for necessário, aquece o ferro e forja todas as partes do prego; para forjar a cabeça é ainda obrigada a mudar de ferramentas. As diferentes operações em que o fabrico de um prego, ou de um botão metálico, se subdivide são muito mais simples do que a totalidade das operações, e por conseguinte é muito maior a destreza do operário que durante toda a sua vida tenha tido sempre a mesma função. A rapidez com que algumas das operações dessas indústrias são efetuadas excede aquilo que se pode imaginar e que nunca tinha sido visto sobre a destreza do trabalho humano”.
(SMITH, A. Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações. In: SMITH, A.; RICARDO, D. Os pensadores. Trad. de Conceição Jardim Maria do Carmo Cary e Eduardo Lúcio Nogueira, São Paulo: Abril, 1974).
Com base no texto, assinale a alternativa que, corretamente, contemple o pensamento de Adam Smith acerca da divisão do trabalho e suas implicações sociais.