Magna Concursos
1652897 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: Hemocentro-SP
Provas:

Frequentemente os estoques dos bancos de sangue

chegam a níveis muito baixos, colocando em risco a vida de

muitas pessoas que precisam urgentemente receber

transfusões sanguíneas. Talvez você já tenha se questionado:

se transplantes de órgãos são possíveis, por que os mortos

não “doam” sangue? Pode parecer um pouco macabro, mas

esta ideia faz sentido e já foi usada pelo Instituto Sklifosovsky

na Rússia, que coletou sangue de cadáveres, suprindo 70%

das necessidades clínicas. Porém, há vários impasses que

fazem com que essa fonte não seja utilizada.

Para que a doação de sangue seja segura, é necessário

que o doador preencha vários quesitos, que protegem sua

saúde e a de quem irá receber o sangue. Neste caso, então, o

cuidado com a saúde obviamente volta-se somente ao

receptor.

Muitas pessoas não são aptas a serem doadoras por

possuírem, por exemplo, deficiências sanguíneas ou doenças

transmissíveis. E, tratando-se de pessoas mortas, as

probabilidades de elas terem alguma doença que torne seu

sangue impróprio à doação são maiores.

A impossibilidade de realizar a comum entrevista é

outro fator que põe em risco a segurança do procedimento.

Muitos pensam que essa não seja necessária, já que, de

qualquer modo, inúmeros testes e análises serão feitos à

procura de vírus, bactérias e outros fatores que possam

comprometer a saúde do receptor. Mas, sem a entrevista,

que busca obter informações sobre situações ou

comportamentos de risco do doador, aumentam as chances

de que o sangue seja coletado durante a janela imunológica

de alguma doença. Nesse período, o organismo está

infectado, mas ainda não produz anticorpos suficientes para

serem detectados nos testes.

Outra barreira é o curto tempo de conservação do

sangue. Poucas são as oportunidades em que a coleta

poderia acontecer antes que o sangue comece a coagular ou

que fique com muitos produtos residuais.

A conclusão é a de que, apesar da escassez de sangue,

atualmente ainda é mais fácil (e mais barato) investir para

que mais pessoas, vivas, doem sangue voluntariamente.

Internet: www.biologiatotal.com.br (com adaptações).

Acerca dos aspectos linguísticos do texto e das ideias nele expressas, julgue os itens de 1 a 6.

O pronome demonstrativo “essa”, em “Muitos pensam que essa não seja necessária” (linha 23), foi empregado para retomar o termo “segurança do procedimento” (linha 22), que seria fato dispensável diante de um doador que já está morto.
 

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