Magna Concursos
1463401 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

Por mais alto que a gente grite, nossa voz só chega até ali adiante. Já uma carta, com um bom mensageiro, pode atravessar o mundo. É claro que hoje dispomos de recursos poderosos para transmitir nossa voz, que os antigos não tinham, como o telefone. Mas, desligado o telefone depois da conversa, a memória só guarda uma idéia geral das informações. Se for importante, é melhor anotar – por escrito, é claro.

Também é possível armazenar o som – num disco, numa fita magnética, num computador; e no correio eletrônico, pelo e-mail, podemos misturar som e escrita. Mas, por mais sofisticada que seja a tecnologia, a verdade é que todos esses recursos são extensões da boa e velha escrita, isto é, da fixação, por meio de sinais, da voz humana.

Por causa dessa simples qualidade – a permanência – a escrita dominou o mundo. Parece ser tão óbvia sua importância que as pessoas nem se perguntam mais para que ela serve. E se alguma criança se recusa a ir à escola, por exemplo, ela é vista como uma criança problema... Bem, todos nós tivemos em algum grau alguma experiência complicada com a escrita em decorrência da sua obrigatoriedade. Somos obrigados a ler e a escrever! E, depois do bê-a-bá inicial, que tem sempre o prazer da descoberta, os detalhes da escrita parece que vão se complicando de um jeito que não tem mais fim.

A fala, que dominamos tão bem e que parece tão simples, se atrapalha inteira quando vai ser escrita. Há uma razão especial: escrever não é a mesma coisa que falar! A fala é apenas um ponto de partida, uma base geral. Mas, quando escrevemos, nós obedecemos a um sistema particular de regras que não coincide com a fala em muitos pontos essenciais.

Para substituir a riqueza de recursos da oralidade (entonação, gestos, autocorreção, interrupção, pausas ...), a escrita dispõe de recursos exclusivamente gráficos – os sinais de pontuação – responsáveis em grande parte pela clareza do texto.

Além disso, como normalmente quem escreve não está junto com o leitor no momento da leitura para esclarecer dúvidas, é preciso que o texto seja claro, isto é, que o leitor entenda perfeitamente o que está escrito, contando apenas com o que está escrito.

Em suma, a escrita tem um sistema de organização próprio, isto é, um conjunto de princípios em boa parte diferente do sistema de organização da fala.

(Carlos Alberto Faraco e Cristóvão Tezza. Oficina de Texto. Petrópolis: Vozes, 2003, pp. 11-21. Fragmento adaptado).

Considerando as idéias predominantes no texto, um título adequado a ele seria:

 

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