A questão refere-se ao texto a seguir, do Professor Cláudio Moreno.
Caro mestre, sempre ouvi, na minha família, dizerem “Não fique brava comigo”, “A mãe está
muito brava porque nós chegamos tarde em casa”, etc. Casei com um gaúcho e até hoje estranho
muito quando ele diz que eu sou muito braba. Afinal, qual é a forma correta: é bravo ou brabo?
Hortênsia S. M — São Paulo
Prezada Hortênsia, como a única diferença fonológica entre brabo e bravo é a consoante
inicial da última sílaba (/b/ ou /v/), tenho certeza de que nos encontramos diante de variantes de um
mesmo vocábulo. Esse espetáculo nós já vimos outras vezes: a alternância entre esses dois fonemas
aparece em pares como assobiar e assoviar, bergamota e vergamota, piaba e piava, entre muitos
outros; é um processo que já ocorria no Latim Vulgar e se transferiu para nossa língua, sendo ainda
muito presente no Norte de Portugal, onde se ouve binho, barrer e bento onde nós
diríamos vinho, varrer e vento. Um belo e curioso exemplo tu vais encontrar numa das redondilhas
de Camões, em que ele escreve bívora no lugar de víbora.
(Fonte: https://sualingua.com.br/brabo-ou-bravo/)
( ) Pode-se afirmar que o texto se assemelha ao gênero carta, pois apresenta um interlocutor a quem o autor se dirige através de um vocativo, com o objetivo de responder algo.
( ) É possível identificar, pelo menos, uma sequência expositiva na resposta do Professor Moreno.
( ) Nota-se no texto um caso típico de intertextualidade intergêneros, pois tem-se sequências de diferentes tipos textuais compondo a resposta do Professor Moreno.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: