“Deixarei de lado, pelo menos na conferência desta noite, a análise histórico-sociológica do personagem do autor. Como o autor se individualizou em uma cultura como a nossa, que estatuto lhe foi dado, a partir de que momento, por exemplo, pôs-se a fazer pesquisas de autenticidade (...), em que sistema de valorização o autor foi acolhido, em que momento começou-se a contar a vida não mais dos heróis, mas dos autores, como se instaurou essa categoria fundamental da crítica ‘o homem-e-a-obra’, tudo isso certamente mereceria ser analisado”.
(FOUCAULT, Michel. O que é um Autor?. In Estética: literatura e pintura, música e cinema. São Paulo: Editora Forense Universitária, 2009)
Sobre a relação do texto com o autor, Michel Foucault afirma que, pelo menos aparentemente, a maneira com que o texto aponta para o autor é