A especificidade da informação estética
Segundo José Teixeira Coelho Netto, a informação estética, ao contrário da informação semântica, não é necessariamente lógica. Ela pode ou não ter uma lógica semelhante à do senso comum ou à da ciência. Ela também não precisa ter ampla circulação, isto é, não há necessidade de que um público numeroso tenha acesso a ela. A informação estética continua a existir mesmo dentro de um sistema de comunicação restrito, até interpessoal, ou mesmo quando não há nenhum receptor apto a acolhê-la. Outra característica da informação estética que a diferencia da informação semântica é o fato de não ser traduzível em outras linguagens. Quando dizemos “o tempo hoje está ruim”, podemos traduzir a informação semântica contida nessa frase para qualquer outra língua, sem perda da informação original. No entanto, quando vemos uma cena de tempo ruim num filme, observamos a qualidade da cor, a força do vento, da chuva ou da neve, a vegetação, os ruídos ou o silêncio, a névoa, a qualidade da luz e inúmeros outros detalhes que nos são mostrados pelas câmeras e nos causam determinado sentimento. Essa informação estética não pode ser traduzida para qualquer outra linguagem sem ser mutilada, isto é, sem perder parte de sua significação. A informação estética apresenta, ainda, outro aspecto distintivo, que é o fato de não ser esgotável numa única leitura. Por exemplo: a informação sobre as más condições climáticas de um dia qualquer só me conta algo de novo na primeira vez em que for dada. Ela se esgota. O que não ocorre com a cena de tempo ruim de um filme.
(TEIXEIRA, José Estética aga. Sad Pallo Brerse, 1982. P. 88. Coleção Primeiros Passos.)
A reflexão filosófica sobre a Estética é assunto vasto e de grande complexidade. Vai desde a análise do senso comum relacionado à beleza até a experiência que nos chega pelos sentidos. Ela é tema abordado por quase todos os grandes filósofos. Em Baumgarten, especificamente, a estética: