O cotejo dos excertos do autor brasileiro (MA) e do autor português (EQ), articulado a conhecimentos prévios, legitima a afirmação de que os trechos podem ser examinados
em sua semelhança, pelo fato de os autores pertencerem ao mesmo momento histórico-literário: a observação da realidade e os recursos estilísticos preconizados pela estética realista justificam que, em ambos os excertos, as personagens nomeadas sejam predominantemente caracterizadas por meio de suas ações.
em sua semelhança, no que se refere ao tratamento da voz das personagens: em ambos os excertos, os recursos adotados permitem ao leitor ter acesso diretamente à maneira de falar das personagens – em MA, ? Fiz mal, dizia ele, muito mal. Tão minha amiga ela era!; em EQ, Começou por me dizer que o seu caso era simples – e que se chamava Macário ...
em sua individualidade, unicamente: o fato de EQ filiar-se ao Realismo e MA ser considerado um realista heterodoxo impossibilita a busca de afinidade entre os excertos, em qualquer plano que se considere.
em sua diferença, no que se refere a perspectiva: em MA, o olhar do narrador seleciona detalhes do físico da personagem que são reveladores de um perfil psicológico – com economia de estilo, a feição capital da personagem é “adivinhada” no olhar felino e nos beiços, mestres de cálculo; em EQ, os índices de traços psicológicos são captados por disperso olhar do narrador, o que acarreta meticulosa descrição física.
em sua semelhança e diferença, concomitantemente: identificam-se quanto ao gênero a que pertencem e ao estilo; distinguem-se pela temática, que, em função do distinto contexto dos autores, jamais poderia convergir.
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