A adoção da agroecologia em larga escala também é consequência da concepção de mundo que os camponeses criticamente desenvolvem como negação da matriz tecnológica e de produção dominantes (Carvalho, 2007); passa pelo desenvolvimento de formas de cooperação; está relacionada à necessidade de programas institucionais de pesquisa e de desenvolvimento de máquinas e equipamentos apropriados, de tecnologias sociais, de formação e apoio técnico; de educação popular; de políticas de acesso a créditos e de incentivo à produção, beneficiamento, agroindustrialização e comercialização ou distribuição da produção. É inseparável da reforma agrária, da demarcação das terras indígenas e do reconhecimento dos territórios quilombolas e das populações tradicionais. Do ponto de vista de incentivo governamental, são necessárias políticas e programas que incentivem e impulsionem a ampliação da produção agroecológica camponesa, em comunidades tradicionais e assentamentos da reforma agrária, bem como o desenvolvimento de experiências agroecológicas diversificadas e inovadoras a partir de biomas e culturas locais. Para colaborar com esses processos, nos últimos anos, algumas políticas públicas, programas e planos têm fortalecido a agroecologia no Brasil. Dentre eles, podemos destacar, EXCETO: