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2129406 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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A Gramática: conhecimento e ensino

Uma das perguntas que um professor de língua pátria se fazI constantemente é, com certeza, o que significa, em termos operacionais, gramática, e, a partir daí, o que representa, em sala de aula, ensinar gramática.

Não é necessária muita argumentação para que se assegure que ensinar eficientemente a línguaII – e, portanto, a gramática – é, acima de tudo, propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem, e de uma maneira, afinal, óbvia: indo pelo uso linguístico, para chegar aos resultados de sentido. Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a línguaIII – para produzir sentidos, e, desse modo, estudar gramática é, exatamente, pôr sob exame o exercício da linguagem, o uso da língua, afinal, a fala.

Isso significa que a escola não pode criar no aluno a falsa e estéril noção de que falar e ler ou escrever não têm nada que ver com gramática.

E volto ao primeiro ponto, o que constitui a chave da questão, que é a noção do que seja gramática, e, então, do que seja a atividade de “ensinar” gramática.

[...]

Falar e escrever bem é, acima de tudo, ser bem-sucedido na interação. E isso ocorre de maneiras bastante diferentes, como diferentes forem as situações de comunicação e as funções privilegiadamente ativadas: é levar alguém a agir, se era isso o que o falante pretendia (e agir do modo como ele pretendia), é fazer alguém acreditar, se isso era o necessário no momento (e, como o que está em questão não é a ética, podemos até dizer: acreditar “entendendo”, se isso convinha, ou até acreditar “não entendendo”, se era o que convinha), e assim por diante; ou é, afinal, por exemplo, obter apenas fruição do interlocutor, se a predominância da “função poética” era pretendida.

(NEVES, Maria Helena de Moura.

A gramática: conhecimento e ensino. In: Língua Portuguesa em debate. José Carlos de Azeredo (Org.). Ed. Vozes Ltda. Fragmento.)

Sobre os efeitos de sentido em relação ao tipo de sujeito é correto afirmar que ainda que haja explicitação do sujeito, o uso de termos genéricos contribui para que o grau de comprometimento do enunciado diminua. Tal ocorrência pode ser observada nos trechos:

I. “que um professor de língua pátria se faz”

II. “para que se assegure que ensinar eficientemente a língua”

III. “Afinal, as pessoas falam – exercem a linguagem, usam a língua”

Está correto o que se afirma em

 

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