Magna Concursos
1994415 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO II

AÇAÍ Poético

(Roseane Namastê)

Alimentas meus desejos despertos

Suprindo ânsias: de ti, de poesia

Por isso a ti oferto meus versos

Quero dizer da tua inegável magia ...

Tua cor, ah como atrai

Linda, forte, vibrante

Vinho vivo, cor alegre

AÇAÍ, que cor marcante ...

E a textura? Cremosa!

Sumo grosso, consistente!

Sorvo-te, te como, contente

Fruta esperta e formosa ...

Teus caroços são lindos

Gostosa tua polpa é

A população nutrindo

De qualquer jeito é bem-vindo!

Aqui no Norte te deliciamos

Com peixe frito, carne-seca

Pirarucu, camarão, degustamos

Farinhas d'água ou tapioca, cá estamos!

Teu sorvete é divino, especial

Lá no Sudeste é só sucesso

Mas bom mesmo é te ter puro

Depois atar a rede, no quintal!

Confessa por ti meu gosto

Aos teus atrativos entrego-me

É fruto de mil encantos

Sou louca por ti, não nego!

AÇAÍ, fruta imensamente rica

Alimento, sabores e alegrias

Do povo, a fome sacias

Quem te toma por aqui fica!

(Texto adaptado) Disponível em: <https://www.recantodasletras.eom.br/poesias-regionais/1756014>. Acesso em: 1° set.2020.


TEXTO III

Açaí: essa fruta refrescante esconde um perigo!

Na época do calor, muita gente adora tomar um açaí para refrescar-se. Também pudera: essa fruta é deliciosa e pode ser combinada com vários outros ingredientes e frutas.

Acontece que essa saborosa fruta pode esconder um perigo: o parasita que transmite a doença de Chagas. Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 10% dos alimentos à base de açaí no Pará e no Rio de Janeiro apresentaram DNA do parasita dessa doença.

A Fiocruz colheu amostras de açaí em feiras e supermercados, entre 2010 e 2015, no Pará, e entre 2010 e 2012, no Rio de Janeiro, e constatou a presença de material genético, embora isso não signifique risco de contágio. A análise de 140 amostras de alimentos à base de açaí encontrou o parasita Trypanosoma cruzi em 14 produtos, o que representa 10% do total da amostragem. O inseto que transmite o Trypanosoma cruzi, conhecido popularmente como barbeiro, também foi identificado em uma das amostras.

Nos dois estados, estão sendo comercializados produtos contaminados, entre eles, xarope de guaraná, sucos de açaí, polpas congeladas e frutos frescos. Segundo a Fundação, a presença do DNA do parasita nesses alimentos não provoca a transmissão à doença de Chagas, visto que o material genético pode manter-se na amostra mesmo o organismo já estando morto. Nesse estado, ele é incapaz de provocar uma infecção.

Mas, ainda assim, a Fiocruz alerta para a necessidade de serem observadas boas práticas de higiene e de manipulação dos produtos derivados do açaí. O pesquisador do Laboratório de Biologia Molecular de Doenças Endêmicas da Fiocruz, Otacílio Moreira, diz: "Reforçamos que, como não foi avaliado o potencial de infecção dos microrganismos, é provável que eles estivessem mortos e não pudessem provocar o agravo. Mas a simples presença do DNA do parasita mostra que houve contato com o alimento, apontando para falhas no processo de produção, que podem levar à transmissão da doença de Chagas".

Não apenas quem vende e compra os produtos devem observar tais práticas, mas, sobretudo, quem os produz, pois em itens produzidos pela indústria alimentícia, que deveria aplicar normas de segurança alimentar, foi identificado o DNA do parasita.

A pesquisadora da Fiocruz Renata Trotta Barroso Ferreira explica que: "Apesar de existirem importantes estratégias sendo implementadas, o Brasil ainda está num estágio embrionário e pontual no combate à doença de Chagas, transmitida pelo consumo alimentar, incluindo o açaí, por exemplo. As boas práticas de higiene e de manufatura, assim como a aproximação entre instituições de ciência e os produtores de açaí, são essenciais para contribuir na solução deste problema".

Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados no país, entre 2007 e 2016, cerca de 200 casos agudos de doença de Chagas, anualmente, sendo 69% causados por transmissão oral, ou seja, por contaminação de bebidas e comidas. Das notificações registradas nesse período, quase a totalidade (95%) ocorreu na região Norte, sendo 85% no Pará, estado onde o consumo do suco fresco de açaí é uma tradição alimentar.

A doença de Chagas é tipicamente uma doença tropical, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi. O site DNDi alerta que a ingestão oral de alimentos contaminados se dá por barbeiros infectados ou suas fezes, e o alto número de parasitas que entram no organismo pode agravar ainda mais a doença, levando, inclusive, a óbito a pessoa infectada.

Diante disso, quando for tomar açaí, analise as condições de armazenamento da fruta, seja fresca, seja em polpa, e se quem a está manipulando aplica corretamente regras de higiene e métodos de manuseio e venda adequados.

(Texto adaptado) <https://www.greenme.com.br /consumir /consumo-consciente/7689-acai-esconde-um-perigo/ >. Acesso em: 14 set. 2020.

Ao comparar os textos II e III, percebe-se que

 

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