A importância dos grupos como oferta de serviços na Atenção Básica já está consolidada, destacando concepções como as de sujeito-coletivo e atenção integral, com vistas à promoção da saúde mental. Aproveitando sua experiência nessa área, a atual psicóloga da universidade, propõe a realização de grupos no atendimento da comunidade universitária. Nesse contexto, analise as seguintes considerações e assinale a alternativa correta:
1. O grupo deveria se constituir como um intermediário da relação indivíduo-sociedade, no qual se evidencia os agenciamentos coletivos de enunciação e sua consequente produção de subjetividades, já que a produção de um sujeito-indivíduo é inseparável das marcas coletivas.
2. A organização grupal deve partir do reconhecimento da experiência do outro, seus territórios existenciais transversalizados por vetores sociais, culturais, políticos e outros. A direção do trabalho seria que o grupo se entendesse como permeável a outras possibilidades de discurso e encontros, articulando-se com um conjunto de discurso histórico produzido na família, escola, igreja, hospitais, centros de saúde.
3. A perspectiva de grupos deveria estar pautada em uma flutuação entre o normativo e o criativo e não somente no caráter normativo que vem tendo especial importância na conformação dessa oferta pelas equipes de Atenção Básica. O grupo deve ser uma oferta do serviço e mais um ponto da rede social de cuidado aos usuários no território de referência. Nesse contexto, a verdade do profissional em saúde deve estar em articulação com as várias verdades do território, dos coletivos, dos indivíduos.
4. Os grupos devem estar orientados pelas ações programáticas, seguindo o modelo de organização da ESF, centrado nos grupos prioritários de doenças ou agravos, com objetivo de gerar impactos nos indicadores na perspectiva da educação em saúde, para que seja possível a transmissão do saber-fazer profissional.
5. O atendimento grupal poderia ser utilizado na nova instituição para trabalhar com a comunidade questões ligadas a violência de gênero. A grupalidade pode agenciar outros efeitos na vida social de diferentes pessoas, favorecendo o entendimento de motivos de sofrimentos para além da doença e produzindo novos suportes no território, acionando dispositivos que articulem trabalho, cultura, envolvendo e produzindo desejos no real social, processos de subjetivação solidária e alianças de cidadania.