Paciente feminina, 52 anos, admitida na emergência com encefalopatia grau I e icterícia de início agudo. História de ingestão de paracetamol de 4/4 horas nos últimos dias para controle de lombalgia.
Apresenta TGO = 2.450; TGP = 3.250; fosfatase alcalina = 102; GGT = 95; BT = 5,5, BD = 4,1; INR = 3,2, sorologias virais negativas. Ultrassonografia de abdome sem alterações.
Sobre o caso, analise as afirmativas a seguir.
I. A hepatotoxicidade pelo paracetamol é dose dependente. Está associada à ingestão de doses diárias superiores a 4 a 10 g/dia, mas em etilistas crônicos doses > 2,5 g/dia podem causar lesão hepática induzida pela droga.
II. Há indicação de internação da paciente e início imediato de N-acetilcisteína intravenosa, que deverá ser mantida até que haja melhora da função hepática (INR <1,5 e resolução da encefalopatia) ou até o transplante hepático.
III. De acordo com oa critérios de King’s College, pacientes com insuficiência hepática aguda induzida por paracetamol devem ser listados para transplante se pH < 7,3 (independentemente do grau do encefalopatia) ou se TAP>100 segundos (INR>6,5), creatinina > 3,4 e encefalopatia grau III ou IV.
Está correto o que se afirma em