Mattos e Monteiro (2021) propõem para a Educação Física a construção de um currículo insurgente pautado no ensino das relações étnico-raciais, buscando trabalhar os conteúdos em diálogo com os estudos afrorreferenciados e culturais. Diante do contexto dos Institutos Federais e as desigualdades sócio-raciais que caracterizam o país, torna-se urgente fortalecer o compromisso do campo da Educação Física e o da educação para as relações étnico-raciais.
A partir das contribuições das autoras, avalie as seguintes afirmações considerando a proposição de um currículo insurgente para a Educação Física.
I - A interdisciplinaridade se desenvolve a partir de uma linha de trabalho pedagógico que se relaciona com outras disciplinas curriculares, a título de contribuir umas com as outras, convergindo, complementando e expandindo o conhecimento para que o (a) estudante perceba a integração dos conteúdos em uma perspectiva menos linear e mais criativa.
II - A inclusão da diversidade de corpos, suas memórias, histórias e pertencimentos, sejam eles os povos indígenas, quilombolas, ciganos ou asiáticos, tensionando as políticas educacionais para que revejam seus modelos universalizantes que silenciam identidades e reforçam as desigualdades.
III - A boa vontade de professoras e professores negros, negras, brancas e brancos de desvincular, de forma positiva e explícita, as motivações do racismo no Brasil.
IV - A busca por outras epistemes no contexto de proposição para uma educação das relações étnico-raciais que garantam a obrigatoriedade dos conteúdos da história e da cultura africana e afro-brasileira.
V - A descolonização das formas de se fazer política e se identificar como parte, reconhecendo a coletividade em uma nova conjuntura social e de disposição ao enfrentamento às opressões.
Está correto apenas o que se afirmar em: