A situação confusa e complexa dos habitantes do Brasil durante os dois primeiros séculos do período colonial propiciava aos que empunhavam a pena abordar, com firmeza e presunção, as questões relativas à identidade colonial da região, à hierarquia fidalga dos poderosos e à liderança político-econômica subalterna à metrópole. Identidade nacional, hierarquia social e liderança político-econômica iam sendo reconfiguradas e impostas pelos portugueses abrasileirados à medida que um projeto de nação, já no terceiro século colonial, começava a iluminar as cabeças mais revolucionárias, convencendo as elites (não tenhamos ilusões) e, indiretamente, a população das cidades de maior projeção econômica a dar o chute inicial no processo de expulsão do colonizador metropolitano, o português, ou qualquer outro povo invasor.
Nos casos levantados, a palavra escrita e os livros (tanto o descritivo, quanto o ensaístico e o ficcional) servirão como mecanismo de abordagem dos problemas, definição de categorias de análise e estabelecimento de valores sociais, políticos, econômicos e estéticos da nova terra e da sua gente.
Silviano Santiago. Introdução geral a intérpretes do Brasil. v. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XVI (com adaptações).
Em relação às estruturas do texto, julgue o item que se segue.
Pelos sentidos do texto, a forma verbal “servirão” está no futuro do indicativo para indicar que a informação subseqüente a que se refere ainda não tinha acontecido no momento em que o ensaio foi produzido.