A precarização das relações de trabalho mudou a forma de compreender a relação saúde/doença e a atenção prestada aos trabalhadores, tradicionalmente voltada para o trabalho formal. Em uma perspectiva evolutiva e conceitual, na medicina do trabalho, o enfoque principal da determinação do processo de saúde/doença é individual. Já para o Serviço Social, os desafios colocados pela área da saúde do trabalhador partem do reconhecimento de que essa condição possui determinantes sociais que não podem ser tratados isoladamente. Transcendendo os conhecimentos específicos da medicina do trabalho, a saúde do trabalhador deve ser entendida a partir da relação capital-trabalho, na qual a saúde e a doença/acidente de trabalho tornam-se expressões máximas das desigualdades geradas por