TEXTO 2
AS LÍNGUAS MUDAM
(1) As línguas não são realidades estáticas. Elas mudam com o passar do tempo; alteram-se continuamente. Os falantes não têm consciência dessa mudança. A imagem que eles têm do idioma é que ele é estável. São várias as razões por que não se percebe a constante alteração das línguas.
(2) A primeira é que essa mudança é bastante lenta. Tudo pode mudar na língua: os sons, a gramática, o vocabulário. No entanto, alguns níveis da linguagem se modificam mais devagar do que outros: por exemplo, o nível fônico, o nível dos sons de que se vale a língua para construir as palavras, ou o nível da gramática, têm uma mutação mais vagarosa do que a do vocabulário.
(3) Por outro lado, as mudanças atingem parte da língua e não sua totalidade: não se transformam todos os sons de uma só vez, não se altera toda a gramática conjuntamente, não se modifica todo o léxico na mesma ocasião. Isso significa que uma língua é um complexo jogo de mudanças e permanências. Ela está sempre num equilíbrio estável.
(4) Além disso, a escrita, que é uma realidade mais estável e permanente do que a língua falada, leva ao desenvolvimento de um padrão-modelo que é ensinado na escola, e descrito nas gramáticas. Esse padrão goza de um valor social mais elevado e, por isso, adquire uma estabilidade maior, refreando a mutação e servindo de referência para a imagem que o falante tem da língua.
(Massaud Moisés. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix)
Um fragmento do Texto 2 que sintetiza as ideias abordadas, consta na alternativa:
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