Texto III
O reconhecimento da cultura afro-brasileira e africana: a
obrigatoriedade da temática na Educação Básica
O reconhecimento das contribuições dos africanos na
formação do Brasil é recente. Para que os grupos étnicos africanos
ganhassem visibilidade na sociedade brasileira foram necessários
diversos movimentos e manifestações em prol desse
reconhecimento.
Entre as medidas legais que vêm sendo adotadas está a
obrigatoriedade de tratar da cultura afro-brasileira e a história da
África na Educação Básica; várias políticas de reparação,
reconhecimento e valorização da população afro-brasileira vêm
sendo concretizadas na sociedade contemporânea. Uma dessas
ações, como já sinalizado, é a Lei n° 10.639/03, que tornou
obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira
no currículo da Educação Básica no país; essa lei é importante na
medida em que a sociedade brasileira se apropria e reconhece o valor da história e da cultura africana, trazida pelos escravizados para
o Brasil e mantida pelos seus descendentes ao longo dos tempos.
A Lei nº 10.639/03 altera a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) e inclui os artigos 26-A e 79-B,
que tratam da obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar. No Brasil, a Lei n° 10.639/03, tem com
um dos principais objetivos educar a população para as relações
étnico-raciais. Essas relações dizem respeito à reeducação dos
diferentes grupos étnicos e dependem de ações que priorizem
trabalhos conjuntos, articulações entre processos educativos
escolares, políticas públicas e movimentos sociais.
Compreender como se estruturam as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o
Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana, bem como os
princípios que a norteiam, é fundamental para a inserção da temática
em sala de aula, uma vez que esta vem se tornando um dos
elementos essenciais para que seja refeito o caminho pelo qual se
construiu uma imagem negativa dos povos africanos. A partir daí,
desconstruir ideologias e mentalidades discriminatórias e
preconceituosas que permeiam a sociedade contemporânea.
No entanto, a inserção dessa lei no contexto brasileiro não
é algo espontâneo. Pelo contrário, ela é resultante da atuação de
políticos e, principalmente, da pressão exercida por grupos de defesa
dos direitos dos negros. Ou seja, a Lei n° 10.639/03 é um produto da
união de forças vindas da sociedade brasileira como o Movimento
Negro, por exemplo, que ao longo da história do país apresentou
inúmeras reivindicações dos direitos dos negros no Brasil. (...)
Disponível em https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/18/22/histria-dafrica-e-cultura-afro-brasileira-desafios-e-possibilidades-no-contexto-escolar.
I – Perspectiva estruturalista. II – Perspectiva cognitiva. III – Perspectiva interacionista.
( ) Nesta concepção, tanto o texto quanto o leitor são imprescindíveis para o processo da leitura. Então, para a produção de sentido é necessária a interação entre autor, texto e leitor. O significado não fica restrito nem no texto nem no leitor, porém na interação entre texto e leitor. Neste âmbito, o ato de ler passa a ser visto como um processo que integra tanto as informações contidas no texto quanto as informações que o leitor traz para o texto.
( ) A perspectiva teórica trará o leitor em primeiro plano, quer dizer, tem-se o lugar do processo top-down e o bottom-up sai de cena. Este modelo teórico, descendente, tange a ideia de que o leitor não realiza uma leitura linear e decodificada, que não há um procedimento sequencial letra por letra, palavra por palavras, para obter uma leitura proficiente. O processo de leitura se dá do leitor para o texto, ou seja, de cima para baixo e não como foi visto no modelo ascendente.
( ) De acordo com Kato (1985) o texto como fonte única de sentido, possui uma visão estruturalista e mecanicista da linguagem. Nesta perspectiva teórica, o sentido estaria aprofundado às palavras e às frases, estando, assim, na dependência direta da forma. Tal modelo concebe a leitura como decodificação (modelo bottom-up), em que a leitura é vista como um processo instantâneo de decodificação de letras e sons.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo.