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4012404 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Gameleira Goiás-GO
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Leia o texto a seguir.

A queda da grande cidade mexica, principal mandatária da Tríplice Aliança, e o relativo domínio espanhol sobre a capital inca do Tahuantinsuyu também têm seus exclusivismos historiográficos replicados e cultivados na memória histórica ocidental, ou seja, na noção que a maioria dos habitantes dos atuais Estados-Nações da América e da Europa possui acerca do próprio passado. Obviamente, a ideia que os espanhóis venceram cabalmente os mexicas em 1521 e os incas em 1533 é mais relevante entre as populações dos Estados-Nações que se formaram a partir dos vice-reinos hispânicos na América, embora essa ideia também possua uma notória presença entre as populações dos demais países de nosso continente, como no Brasil e nos Estados Unidos. Essa memória histórica se nutriu, em alguma medida, dessas linhas historiográficas hegemônicas, assim como de relatos espanhóis do século XVI, como as famosas Historia verdadera de la conquista de la Nueva España, de Bernal Díaz del Castillo, e Verdadera Relación de la Conquista del Perú, de Francisco de Xerez. Expressões vigorosas e atuais dessa memória histórica ocidental sobre a conquista da América podem ser vistas em abundância nos currículos e aulas do ensino fundamental e médio, nos livros didáticos e em outros materiais destinados ao ensino de História, além de também caracterizarem pinturas artísticas, monumentos, museus, filmes, séries, novelas e documentários dedicados ao tema.

SANTOS, Eduardo Natalino dos. História dos vencidos, história da mestiçagem e história indígena. In: ACRUCHE, Hevelly Ferreira; SILVA, Bruno. As américas em perspectiva: das conquistas às independências. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF/ClioEdel, 2023, p. 27.


O processo descrito no excerto se refere a uma transposição didática do conhecimento histórico associada à ideia de uma
 

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