Texto para as questão.
Mesmo com os avanços técnico-científicos e as
transformações econômicas, sociais e políticas vivenciadas
pela sociedade brasileira, não tem sido fácil de se obter o
controle das doenças infecciosas.
A história nos mostra que, ao invés de existir
um processo linear e relativamente simples de transição
epidemiológica, no qual as chamadas doenças de pobreza
são substituídas pelos males da modernidade, o que se
observa é um quadro complexo de alterações, mudanças,
adaptações e emergências típicas dos fenômenos vivos.
Nos dias de hoje, o vírus responsável pela febre
amarela ainda circula pelo interior do país, por meio de
seus hospedeiros animais e humanos, e bate às portas
das grandes e populosas cidades do Brasil, infestadas por
seu vetor/hospedeiro intermediário urbano, o mosquito
Aedes aegypti.
Doença infecciosa para a qual já existe uma vacina
disponível, de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde,
a febre amarela ainda atinge populações na América e na
África. Causada por um gênero de vírus conhecido como
flavivírus, ou vírus amarílico, a enfermidade apresenta
duas formas de expressão: a urbana e a silvestre. No
Brasil, a forma urbana encontra-se erradicada desde 1942.
No entanto, a febre amarela silvestre não é erradicável,
já que possui uma circulação natural entre primatas das
florestas tropicais.
A relação entre as populações de homens, vetores
e agentes etiológicos é bastante complexa e não parece
estar no horizonte, para os próximos anos, a miragem de
uma vida livre de infecções. Talvez esse não seja um fato
totalmente negativo, uma vez que, de certo modo, ele
prova a vitalidade do mundo no qual vivemos e as inúmeras
possibilidades plásticas dos seres vivos, que, no processo
de construção e reprodução de sua vida como espécie e
como gênero, criam normas de vida saudáveis e doentes.
Internet: ; <scielo.br>; <fiocruz.br> (com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Auxiliar de Manutenção e Conservação
40 Questões
Vigia
40 Questões