Sustentabilidade na indústria da construção
[...] Segundo dados da instituição Global Urban Development (2010) mais da metade da humanidade vive hoje nas cidades, sendo responsável pela produção de 85% do Produto Interno Bruto mundial, do consumo de mais de 75% dos recursos naturais do planeta e da geração de aproximadamente 75% dos resíduos mundiais. No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2011), 84,36% da população do país vive nas cidades. Está em curso, com a rapidez da difusão que as aglomerações urbanas permitem, a consolidação de uma indústria verde, de conservação, com utilização eficiente dos recursos naturais, geração de energia renovável, prevenção da poluição, minimização de resíduos e emprego da reciclagem de materiais.
Vários setores atuam como motores dessa transformação em suas cadeias de produção, fabricando produtos e oferecendo serviços com a preocupação de sustentabilidade. Alguns outros ainda estão no início desse processo, como a indústria da construção civil, esta notoriamente mais lenta na assimilação de novas tecnologias, em função da inércia de seus processos, quase sempre empíricos, dependentes de um número bem maior de atores do que outros setores industriais mais dinâmicos, nos quais apenas grupos de técnicos são responsáveis pela implantação e desenvolvimento de novas tecnologias. No entanto, diversas empresas e segmentos da indústria da construção do país vêm incorporando alternativas saudáveis em seus projetos, como prédios inteligentes com monitoramento do consumo de recursos, evitando, assim, desperdícios, emprego de sistemas naturais para o conforto ambiental nas edificações, novas tecnologias para o reuso e reciclagem de resíduos sólidos e líquidos, dentre outras.
Essa busca pela eficiência, para diminuir o consumo de recursos naturais e o consequente impacto ambiental, vem incentivando um mercado crescente e cada vez mais competitivo de produtos sustentáveis, abrindo espaço para organizações criarem um sistema de certificação baseado em selos de qualidade para padronizar e quantificar os níveis de sustentabilidade de uma edificação. A obtenção de um grau elevado nessa certificação, que reflete diretamente os processos e conceitos de sustentabilidade empregados na elaboração do produto, ajuda também o empreendedor a obter maiores taxas de retorno financeiro no empreendimento. [...]
(BAPTISTA JUNIOR, Joel Vieira; ROMANEL, Celso. Sustentabilidade na indústria da construção: uma logística para reciclagem
dos resíduos de pequenas obras. Urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana, Curitiba, v. 5, n. 2, p. 27-37, Dec. 2013. Disponível em: <http
://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-33692013000200004&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 19 maio 2016.)
O fragmento transcrito é parte da introdução de um gênero discursivo denominado artigo científico.
Analise as seguintes proposições quanto às características da linguagem científica, marque V ou F e assinale a alternativa correta.
( ) O enunciado de caráter científico deve ser elaborado de maneira a criar um efeito de sentido de objetividade concentrando-se no conteúdo (função referencial) e não na subjetividade do enunciador.
( ) O léxico de um texto científico é geralmente polissêmico, pois gêneros textuais do universo acadêmico tendem a explorar a diversidade teórica.
( ) O argumento de autoridade e a citação da fonte dos dados são um modo de trazer para o enunciado a credibilidade da autoridade citada.
( ) São características da linguagem científica, entre outras, o uso de terceira pessoa, a precisão dos dados, a presença de vocabulário técnico e a definição de um só significado para palavras e expressões específicas da área de conhecimento a que o texto se refere.