Um dos muitos relatórios gerados pela Rede Rio Doce Mar foi sobre a carcinofauna e a ictiofauna marinhas após a chegada dos dejetos de Mariana ao Oceano Atlântico. Um parâmetro importante no caso é o monitoramento da diversidade dessa fauna, comparando-se o entorno da foz do Rio Doce com outros locais semelhantes da costa brasileira. Para isso, espécimes foram coletados, identificados taxonomicamente por morfologia, e essa classificação foi confirmada ou não por sequenciamento genético, comparando-se as sequências obtidas com as de bancos de dados. A Tabela a seguir mostra exemplos de dados obtidos.
“Tabela 38: Espécies identificadas morfologicamente, número de espécimes com confirmação molecular e/ou incongruências a partir do DNA Barcoding. A coluna homologia se refere às espécies em que se encontraram o maior grau de homologia para pelo menos um dos bancos de dados (GenBank ou BOLD), bem como o número de indivíduos analisados entre parênteses.”
| Identificação morfológica | Confirmação molecular | Incongruências | Identificação molecular (homologia de 99 a 100%) |
| Acanthostracion quadricornis | 1 | - | Acanthostracion quadricornis |
| Bairdiella ronchus | - | 4 | Stellifer brasiliensis |
| Cetengraulis edentulus | 4 | 1 | Cetengraulis edentulus (4) Lycengraulis grossidens (1) |
| Eucinostomus argenteus | 1 | 8 | Eucinostomus harengulus (4) Diapterus auratus (4) Eucinostomus argenteus (1) |
| Sphoeroides spengleri | 2 | 4 | Sphoeroides spengleri (2) Sphoeroides dorsalis (3) Sphoeroides tyleri (1) |
Disponível em: http://www.ibama.gov.br/phocadownload/cif/notas-tecnicas/CT-BIO/2019/nt_ctbio_rrdm_rel_anual_rt25_ictiofaunamarinha_19.pdf. Acesso em: 19 mar 2022. Adaptado
Interpretando-se a tabela, a comparação entre os dois tipos de identificação revela que o(s) espécimen(s) da espécie na identificação molecular (coluna 4) era(m)