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TEXTO VIII

Soneto de Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

DE MORAES, V. Soneto de Fidelidade., 1939. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-soneto-de-fidelidade-de-vinicius-de-moraes/. Acesso em: 11 abr. 2024.

A partir do Soneto de Fidelidade (Texto VIII) e das declarações destacadas na enumeração a seguir, assinale a alternativa que melhor justifica a sua versificação:

I É um poema escrito em redondilha maior, com versos de sete sílabas, chamados de heptassílabos.
II É um poema com versos decassílabos ou alexandrinos, agrupados em duas quadras e em dois tercetos.
III Os versos são compostos por três rimas, “ento”, “ure” e “ama”.
IV Os versos possuem tercetos não tradicionais aos que se estudam em sonetos italianos.

 

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