"A importância inestimável da Declaração de Seneca Falls residia em seu papel como expressão da consciência sobre os direitos da mulheres em meados do século XIX. Tratava-se do resultado teórico de anos de contestações inseguras e muitas vezes silenciosas, voltadas a uma condição política, social, doméstica e religiosa que era contraditória, frustrante e claramente opressiva para as mulheres da burguesia e das classes médias emergentes. Entretanto, enquanto consumação exata da consciência do dilema das mulheres brancas de classe média, a declaração ignorava totalmente a difícil situação das mulheres brancas da classe trabalhadora, bem como a condição das mulheres negras tanto do Sul quanto do Norte. Em outras palavras, a Declaração de Seneca Falls propunha uma análise da condição feminina sem considerar as circunstâncias das mulheres que não pertenciam à classe social das autoras do documento." (DAVIS, Angela. Mulheres, Raça e Classe. Boitempo: 2016, p. 64)
No trecho acima, a autora estadunidense aponta para a dificuldade de diálogo e unificação das mulheres no momento histórico que marcou a luta por igualdade de gênero no mundo ocidental.
A alternativa que expressa a necessária dialogia entre classes, gênero e raças proposta pela autora é: