Para Iamamoto (2007), compreender a sociabilidade na órbita do capital é analisar a invisibilidade do trabalho e a radicalização da alienação. Portanto, é imprescindível assumir a reprodução das relações sociais como um problema a ser elucidado, evitando que se transforme em rotina, como se fosse uma questão dada. Diante do exposto, é correto afirmar que:
I O valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho abstrato necessário à sua produção, medida pelo tempo de trabalho socialmente necessário.
II Obscurecer as relações sociais que se expressam nos componentes materiais da riqueza, autonomizando-os enquanto propriedade das coisas, é cair nas armadilhas da mistificação, o que se refrata hoje em muitas análises sobre o trabalho da sociedade burguesa.
III Toda sociedade torna-se o lugar da reprodução das relações sociais. Todo o espaço ocupado pelo capital transforma-se em espaço de poder – a empresa, o mercado, a vida cotidiana, a família, a cidade, a arte, a cultura, a ciência, entre outros –, tanto aqueles onde a mais-valia é produzida, quanto aqueles em que ela se reparte e é realizada, abrangendo o conjunto do funcionamento da sociedade.
IV Em seu movimento de valorização, o capital produz a sua invisibilidade do trabalho e a banalização do humano, condizente com a indiferença ante a esfera das necessidades sociais e dos valores de uso.
V Considerar a atividade produtiva do Homem com a natureza, em sua simples existência natural e independente da sociabilidade humana, nada tem de social.