Magna Concursos
2456347 Ano: 2013
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: UFES
Orgão: UFES
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Buscar o original é empreendimento similar ao que Proust procurou realizar quando saiu em busca do tempo perdido. A busca consistia em realizar viagem ao imaginário que se produziu a partir de uma experiência passada, mas a experiência propriamente dita ficou irrecuperavelmente presa ao contexto histórico que a produziu. Apesar da impossibilidade de apresentar o original aos seus leitores, pois Proust certamente não pretendia realizar um documento histórico descrevendo cada batida do seu coração, mesmo porque o documento histórico tampouco representaria o original, o tempo não fora perdido nem para Proust, menos ainda para os seus leitores. Proust não recupera o tempo perdido, mas cria um tempo que é e não é original. A originalidade fica por conta do uso que Proust faz de histórias já contadas, com outras criadas a partir de suas experiências pessoais. O encanto maior na busca que Proust faz ao seu passado perdido é o percurso que ele nos leva a atravessar. É o percurso e não o destino, dizia Guimarães Rosa, que importa. Até porque, e agora quem dizia era T. S. Eliot, quando chegamos, chegamos ao ponto de onde partimos. Chegar, portanto, não é o que nos importa em vida, navegar é que é preciso.
The most accurate version of the sentence below is:
“Chegar, portanto, não é o que nos importa em vida, navegar é que é preciso.”
 

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