Em um determinado posto de gasolina, um antigo
cliente do posto, um médico chamado Antônio, encheu o
tanque e esqueceu-se de assinar o cheque. O frentista que
achou o problema terminou o seu turno de trabalho e disse
ao próximo frentista que estava entrando:
— Amigo, preste atenção numa coisa que vou lhe
dizer. O cheque deste Antônio está com problema. Se ele
vier ao posto, fale com ele.
O tempo passou, e esse frentista também terminou o
seu turno e passou a mensagem ao próximo frentista (que
estava entrando). Só que não fez uma narração do fato, ele
(como muitos de nós) fez a sua interpretação dos fatos.
Disse:
— Oh, Dito, um tal de Antônio deu um cheque sem
fundo aqui no posto. Se ele aparecer por aqui, pegue-o e
faça pagar o cheque.
O que essa frase indica? Que o frentista fez uma
dedução própria dos fatos: se o cheque “estava com
problemas”, então era porque “estava sem fundo”.
A situação no posto prosseguiu e só foi piorando. De
frentista para frentista, a estória corria, cada vez com uma
dedução a mais. A última versão era:
— Estou sabendo que o traficante Toninho do pó deu
um golpe no posto. Se ele aparecer por aqui, chame a
polícia, e lembre: ele é muito perigoso.
Autoria desconhecida.