Ao refletir sobre alguns lugares-comuns de certa memória
sobre a Ditadura Militar (1964-1985), nos quais sobressai a tese de
que a ditadura foi resultado de uma quartelada, um pesadelo e que
a sociedade não tem e nunca teve nada a ver com a ditadura, Reis
(2000) procura, ainda, compreender como e porque permaneceram
lideranças e mecanismos de poder preservados e/ou construídos
no período da ditadura. O autor destaca o envolvimento de amplos
setores sociais e empresariais brasileiros na construção da modernização
conservadora implementada pelo Regime Militar e destaca
o papel da mídia monopolista, do latifúndio, dos bancos, de setores
da classe média, dentre outros. E caracteriza o movimento que
derrubou João Goulart, em abril de 1964, nos seguintes termos:
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