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Nas últimas décadas, o aumento dos índices de

criminalidade e a atuação de organizações criminosas

transnacionais colocaram a segurança pública entre as

principais preocupações da sociedade e do Estado brasileiros.

A delinquência e a violência criminal afetam, em maior ou

menor grau, toda a população, provocando apreensão e medo

na sociedade, e despertando o sentimento de descrença em

relação às instituições estatais responsáveis pela manutenção da

paz social

No projeto Segurança Pública para o Brasil, da

Secretaria Nacional de Segurança Pública, aponta-se como

principal causa do aumento da criminalidade o tráfico de

drogas e de armas. A articulação entre esses dois ilícitos

potencializa e diversifica as atividades criminosas. Homicídios

dolosos, roubos, furtos, sequestros e latrocínios estão,

frequentemente, associados ao consumo e venda de drogas e à

utilização de armas ilegais.

Mundialmente, o tripé integrado por narcotraficantes,

terroristas e contrabandistas de armas atua em conjunto ou de

forma complementar, constituindo uma grave ameaça à

sociedade e aos Estados nacionais. A globalização favoreceu

a expansão geográfica dos crimes transnacionais, cujos agentes

utilizam as facilidades comerciais, as comunicações e os

múltiplos meios de transportes para encobrir suas atividades

ilícitas.

Em razão da complexidade, da amplitude e do poderio

das redes criminosas transnacionais, a solução para a

criminalidade depende de decisões político-econômico-sociais

e, concomitantemente, de ações preventivas e repressivas de

órgãos estatais. Nesse contexto, as operações de inteligência

são instrumentos legais de que dispõe o Estado na busca pela

manutenção e proteção de dados sigilosos.

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), órgão

central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN), deve

assumir a missão de centralizar, processar e distribuir dados e

informações estratégicas para municiar os órgãos policiais

(federais, estaduais e municipais) nas ações de combate ao

crime organizado. Além disso, a ABIN é responsável por

manter contato com os serviços de inteligência parceiros, para

favorecer a troca de informações e a cooperação multilateral.

Cristina Célia Fonseca Rodrigues. A atividade operacional em benefício da segurança pública: o combate ao crime organizado. In: Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, n.o 5, out./2009. Internet: www.abin.gov.br (com adaptações)

Com referência às estruturas linguísticas empregadas no texto, julgue os itens subsequentes.

A substituição da expressão “ao crime organizado” (l.37-38) por à criminalidade alteraria o sentido original do texto, mas não prejudicaria a correção gramatical do período.

 

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