Leia o texto.
No decorrer da história do mundo ocidental, as pessoas que não se submetem aos padrões aceitos como comportamentos normais, apresentando comportamentos distintos ou questionando tais padrões, sempre incomodaram, sendo alvo de perseguições. (...) Até o século XVI, autoridades eclesiásticas torturavam e condenavam à morte ateus, hereges e bruxas. Com o advento da ciência moderna, a medicina passa a ocupar os espaços do saber e do poder, tornando-se a autoridade para exercer as mesmas ações. (...) Com relação à articulação com a medicalização de crianças e adolescentes, ocorre a medicalização da educação na invenção das doenças do não-aprender e a medicalização do comportamento. A medicina afirma que os graves e crônicos problemas do sistema educacional seriam decorrentes de doenças que ela, medicina, seria capaz de resolver; criase, assim, a demanda por seus serviços, ampliando a medicalização.
(Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/desidades/article/view/2456/2090 Acesso: 13 maio 2018. Adaptado.)
A leitura do texto aponta para um problema da sociedade atual, relacionado à medicalização, que, em alguns casos, torna-se um processo