Em uma escola, o mais forte e cruel dentre os funcionários foi incumbido de ser o anjo da guarda da biblioteca. Ele provou ser um guardião muito zeloso. Era tarde da noite, quando um aluno aplicado teve a coragem de abordá-lo para pedir um livro para uma ‘leitura extra’. Ele estava morto de cansado depois de seis horas de aulas.
“Que é que você quer?”, trovejou [o funcionário], quase chamuscando o garoto com seus olhos vermelhos.
“O livro Peeps at many lands: Japan, senhor”, gaguejou o menino.
“Quanto você tirou no último trimestre?”
“Qua... quarenta e dois de cinquenta, senhor.”
“Vá embora e consiga os oito pontos restantes antes de pensar em ‘leitura extra’”, foi a enfática recomendação acompanhada do punho direito [do funcionário], que o pousou, com uma força de doer, na testa do garoto, trêmulo, que fugiu para nunca, nunca mais voltar à biblioteca.
Maria das Graças Targino. Ranganathan continua em cena. 2010. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).
Tendo como referência inicial o texto precedente, julgue os itens a seguir, relativos às cinco leis da biblioteconomia e ao atendimento ao usuário.
No século XIX, com as leis propostas por Ranganathan, as bibliotecas começaram a ser reconhecidas como um local que disponibiliza e incentiva a leitura e o acesso à informação, ao mesmo tempo em que preserva a memória.