“Desde os primeiros contatos dos europeus com a Amazônia, ainda no século XVI, o extremo norte da América do Sul passou a constituir mais um dos mundos da maravilha, do exótico e do mistério do orbis alterius, do mundo diferente e estranho revelado pelas grandes navegações e pelos primeiros ensaios da conquista colonial e mercantilista do Novo Mundo. Para um já rico imaginário construído pelas mentalidades europeias em torno da África, do Oriente e das grandes jornadas oceânicas, os primeiros contatos europeus com a Amazônia também produziram a cadeia de mitos tão próprios das terras ignotas: as Amazonas e o El Dorado, por exemplo, emprestam uma imediata dimensão maravilhosa ao mundo tropical. A exemplo da geografia mágica dominante na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, o universo amazônico figurava na condição de espaço multidimensional, ao mesmo tempo imaginação e empiria.”
(COELHO, G. M. O espelho da natureza;
poder, escrita e imaginação na revelação do Brasil. Belém: Paka-Tatu, 2009. p. 81.)
São consideradas representações sobre o Brasil, EXCETO: