Para alguns autores, o desenho é o processo de representação simbólica que antecede a escrita e, portanto, deve ser valorizado. Dois autores reforçam esta tese em suas Teorias do Desenvolvimento da Escrita. Os dois autores analisados focaram diferentes aspectos do desenho, mas eles se aproximam em dois pontos básicos: em relação à importância do desenho no desenvolvimento da criança e em relação à característica de que a criança desenha o que lhe interessa e o que sabe a respeito de um objeto.
Leia atentamente os fragmentos a seguir e identifique seus respectivos autores.
Fases do Desenho segundo o autor I:
Garatuja: faz parte da fase sensório-motor (zero a dois anos) e parte da pré-operacional (dois a sete anos), indo aproximadamente até três ou quatro anos. A criança demonstra extremo prazer em desenhar, e a figura humana é inexistente.
Pré-Esquematismo: esta fase faz parte da segunda metade da fase pré-operatória, indo normalmente até os sete anos, quando ocorre a descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Observa-se que os elementos ficam dispersos e não são relacionados entre si.
Para o autor II, o desenvolvimento do desenho requer duas condições. A primeira é o domínio do ato motor, por isso, para o autor, inicialmente, o desenho é o registro do gesto e logo passa a ser o da imagem. Assim, a criança percebe que pode representar graficamente um objeto. E essa característica é um indício de que o desenho é precursor da escrita, pois a percepção do objeto, no desenho, corresponde à atribuição de sentido dado pela criança, constituindo-se realidade conceituada.
Assinale a alternativa correta.