O medicamento que veio do leite
As proteínas são o verdadeiro petróleo da biotecnologia.
Durante grande parte de sua história de 30 anos, o setor luta para
conseguir um suprimento regular, tirando o máximo dessas
commodities de moléculas grandes, de linhas de células extraídas
de ovários de hamsters e fontes similares. No fim da década
passada, com a chegada de uma nova classe de drogas baseadas
em proteínas, os anticorpos monoclonais, a demanda chegou a
superar a oferta. Há décadas, cientistas que criaram a
eritropoetina recombinante para rejuvenescer os glóbulos
vermelhos e os anticorpos monoclonais para combater o câncer
buscam formas alternativas de produção.
É possível que um novo biorreator — um animal gerado
pela engenharia genética para produzir uma proteína terapêutica
no leite — finalmente satisfaça essa grande expectativa.
Em busca de maior eficiência, os pesquisadores notaram que as
glândulas mamárias de vacas, coelhas e cabras, entre outras,
podem tornar-se fábricas ideais de proteína, devido à sua
capacidade de produzir grandes quantidades de proteínas
complexas. Além disso, glândulas mamárias não necessitam da
atenção constante exigida pelas culturas de células.
Scientific American Brasil, n.º 43, dez./2005 (com adaptações)
Acerca do assunto abordado no texto acima e de técnicas de produção de proteínas recombinantes, julgue os itens de 51 a 61.
Teoricamente, os fatores de coagulação VIII e IX são passíveis de serem produzidos em ovelhas e cabras, porém este método ainda não obteve nenhum resultado prático promissor.