Eram sem conta os exageros que logo correram mundo a respeito das novas minas e a fama de Cuiabá (...) De granetes de ouro, contava-se, serviam-se os caçadores em suas espingardas, à guisa de chumbo, e de ouro eram as pedras em que nos fogões se punham as panelas. A tanto chegava a abundância do metal precioso que, arrancando-lhe touceiras de capim nos matos, vinham as raízes vestidas de ouro.
Mas não era essa riqueza que a princípio impelira os sertanistas para o remoto sertão. (...)
O primeiro paulista (...) a alcançar as beiradas do Rio Cuiabá foi, ao que se sabe, Antônio Pires de Campos e este ia, não em busca do metal precioso (...) O segundo foi Pascoal Moreira Cabral (...)
(Sérgio Buarque de Holanda, As Monções, In: História Geral da Civilização Brasileira)
A presença dos sertanistas nas origens do Mato Grosso está diretamente relacionada com a