“A metafísica tem uma história longa e eminente e,
em razão disso, é improvável que existam quaisquer
novas verdades a serem descobertas na metafísica
descritiva. Mas isso não significa que a tarefa da metafísica foi, ou pode ser, executada de uma vez por
todas. Ela deve ser constantemente refeita. Se não
há novas verdades a serem descobertas, há velhas
verdades a serem redescobertas, pois, ainda que o
assunto central da metafísica descritiva não mude, o
idioma crítico e analítico da filosofia muda o tempo
todo. Relações permanentes são descritas em um
idioma não permanente, que reflete tanto o clima
do pensamento da época, como o estilo pessoal de
pensamento do filósofo individual. Nenhum filósofo
entende seu predecessor até que tenha repensado
seu pensamento em seu próprio vocabulário contemporâneo e é característico dos maiores filósofos,
como Kant e Aristóteles, que eles, mais do que quaisquer outros, recompensem esse esforço de repensar”.
Strawson, Peter. Indivíduos: um ensaio de metafísica descritiva. São Paulo: Unesp, 2019, p. 15.
De acordo com Peter Strawson, os empreendimentos metafísicos podem ser divididos em “revisionistas” e “descritivistas”.
A metafísica aristotélica é classificada corretamente como “descritiva”, pois ela
Strawson, Peter. Indivíduos: um ensaio de metafísica descritiva. São Paulo: Unesp, 2019, p. 15.
De acordo com Peter Strawson, os empreendimentos metafísicos podem ser divididos em “revisionistas” e “descritivistas”.
A metafísica aristotélica é classificada corretamente como “descritiva”, pois ela