O livro nos permite sempre escapar de nosso contexto espaço-temporal imediato. Em nossos dias, a leitura pressupõe uma transcendência sui generis, ou seja, a que se dirige ao conjunto do gênero humano, em sua infinita variedade. O homem, que hoje é possuidor de várias identidades, aprende a ser judeu com Proust, católico com Greene, irlandês com Joyce, colombiano com García Márquez e, em cada um desses livros, pode fazer a aprendizagem da alteridade, identificando-se, sucessiva ou simultaneamente, com cada personagem.
Sérgio Paulo Rouanet. Do fim da cultura ao fim do livro. In: Eduardo Portella (org.). Reflexões sobre os caminhos do livro. São Paulo: UNESCO-Moderna, 2003, p.76-7 (com adaptações).
Julgue o item subseqüentes, relativo ao texto.
Em “aprende a ser judeu”, a presença de preposição é exigida pela regência da forma verbal do infinitivo “ser”.