Juliana, 40 anos, psicóloga na Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul, recebeu em sua sala uma servidora da defensoria que apresentou um quadro de sofrimento relacionado ao trabalho, especialmente atrelado aos modos de interação social empregados por sua chefia na gestão de suas atividades e condições de trabalho.
Ela expôs que seu chefe imediato vinha adotando as seguintes ações:
• retenção intencional de informações fundamentais à realização das atividades;
• atribuição de sobrecarga de trabalho somada a tarefas e prazos, de antemão, irrealizáveis;
• retirada de material necessário à execução da tarefa, impedindo o trabalho;
• exercício de vigilância acentuada e intensiva às tarefas;
• insinuações de cunho sexual e da vida privada.
O contexto apresentado sugere um quadro de