'Não precisamos do amor romântico em nossas vidas', diz especialista em relacionamentos
Nas sociedades ocidentais, o amor costuma ser apresentado por meio do clichê de duas metades que se encontram para se sentirem completas. A história é reproduzida com frequência na literatura, cinema e televisão, mas pode ser bastante danosa quando enfatizada na realidade. É o que acredita a antropóloga Anna Machin, que dedicou quase 20 anos de sua carreira ao estudo das diferentes formas de amar. Segundo a pesquisadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, a supervalorização do amor romântico - aquele entre dois parceiros ou manifestado por meio da atração emocional por outra pessoa - pode nos fazer esquecer o quão importante são os demais tipos de amor. "Não precisamos do amor romântico em nossas vidas. Há muitas outras formas de amor capazes de suprir nossas necessidades", diz a estudiosa. "Em muitos países, o amor romântico é visto como a mais importante fonte de amor, e esse discurso é repetido com frequência no cinema e nas redes sociais. Mas essa não é a verdade e, infelizmente, muitas pessoas gastam tempo e energia demais procurando um parceiro romântico e acabam negligenciando outros tipos de relacionamento". Machin lançou um livro no qual discute as muitas razões que levam o ser-humano a amar. A afeição entre parceiros é apenas uma delas, mas há também o amor entre amigos, pais e filhos e até o amor ao sagrado. Segundo ela, a importância excessiva que damos ao amor romântico também pode criar uma falsa de que todos precisam de um parceiro românico ou de um relacionamento de contos de fadas, trazendo decepções. "O amor romântico pode trazer momentos maravilhosos, é verdade. Mas há períodos difíceis também e há pessoas que simplesmente não encontrarão alguém para viver essa experiência ou que sequer querem passar por isso", diz. "Faríamos um grande favor às crianças e jovens se passássemos a ser mais realistas sobre o que é o amor romântico de verdade, porque precisamos recalibrar o espaço ocupado por ele e nossas vidas", pois "ele é uma construção cultural. Não é baseado na ciência, mas apenas uma história que inventamos sobre como o amor reprodutivo deveria ser."
(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>Acesso em 10 de Marco de 2022)
Analise as partículas "que" (I e II) destacadas no trecho abaixo retirado do Texto:
“Segundo ela, a importância excessiva que (I) damos ao amor romântico também pode criar uma ideia falsa de que (II) todos precisam de um parceiro românico ou de um relacionamento de contos de fadas, trazendo decepções.”
Assinale a alternativa correta: