O Estado interviria para fazer com que o país se tornasse o mais auto- suficiente em todas as direções. Assim foi o Estado Novo de 1937, assim foi o golpe militar de 64: tentativas de fazer com que o Estado interveniente fosse o propulsor do progresso, fosse hegemonicamente o Poder que impulsionasse esse progresso. A idéia do Estado interveniente, curiosamente, sempre esteve presente tanto em certas pregações de esquerda como em pregações de direita. Tivemos exemplos disso tanto no golpe de 37 quanto no de 64, por motivos diferentes.
Artur da Távola. Esquerda e globalização. In: Política democrática. Brasília, ano 1, out.-dez./2000, p. 23 (com adaptações).
Ainda com referência ao texto VII e considerando o surgimento do ciclo de governos militares em 1964, julgue o item abaixo.
A crise do regime inaugurado em 1946 ficou patente nos primeiros anos da década de 60: a renúncia de Jânio Quadros após poucos meses de governo e as dificuldades que marcaram o período de João Goulart prenunciavam, mais que problemas conjunturais, o colapso do próprio modelo político vigente.