Leia o texto a seguir.
Não se trata, então, de uma denegação da técnica, mas de sua combinação reconciliatória com a mimesis, trazendo à consciência e à prática, para que possam ser superados, os momentos danificados intrínsecos ao esporte, mesmo lá, onde aparentemente tudo é calma e harmonia. Refiro-me aos momentos de “descontração”, de “lazer”, nos pátios, quadras e parques, onde a consciência danificada pelo fetiche da técnica muitas vezes permanece, de forma clandestina, na coletivização, na violência material e simbólica, nos rituais que entronizam a fungibilidade e a dor. Resta saber, no entanto, se seremos capazes de identificar e superar esses processos, tornados tão óbvios e “naturais” em nossa civilização.
VAZ, Alexandre Fernandez. Técnica, esporte, rendimento. In: LOVISOLO, Hugo; STIGGER, Marcos Paulo. Esporte de rendimento e esporte na escola. Campinas: Autores Associados, 2009. p. 151.
As pontuações de Vaz (2009) elencam proposituras reveladoras de um olhar que tenta superar a perspectiva hegemônica da relação corpo, técnica e ações dos sujeitos no esporte e lazer. Essa visão paradigmática das práticas corporais se contrapõe a uma lógica intitulada