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1715020 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFS
Orgão: UFS
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Toda compreensão e tratamento dados a questões relativas às moradias populares, as chamadas favelas, pautam-se pela ideia de falta e carência. Segundo essa visão estereotipada e assegurada pela mídia, a população das favelas está privada de serviços básicos, como saneamento, energia elétrica, pavimentação, segurança, Justiça e educação. Ainda de acordo com isso, seus moradores seriam carentes também de valores cívicos, como respeito, integridade, honestidade, disciplina, sendo, por essas razões, retratados como um meio dominado pela desordem, a bagunça e a desgraça. (...) podemos dizer que cada morador da favela tem uma maneira diferente de se identificar com os significantes que lhe são oferecidos e que lhe nomeiam, como ‘bandido’ ou carente’. Essas identidades têm sentidos diferentes, mas, acima de tudo, cada um de nós possui um modo de viver e de se utilizar delas que é particular e não passa pelo sentido. É preciso, portanto, chegar perto desse núcleo que determina cada modo de viver, para que, a partir do encontro com o não-sentido, produzam-se novos sentidos. Em outras palavras, no momento em que o sujeito está absolutamente colado a uma identidade, o analista pode ajudar a criar um intervalo entre os dois, permitindo a ele manejá-la de maneira plástica e mais favorável.”

Considere esse excerto extraído da coletânea Psicanálise na favela - Projeto Digaí-Maré: a clínica dos grupos (Rio de Janeiro: Associação Digaí-Maré, 2008, p. 117; p. 127) e responda as questões 40, 41 e 42.

As referências textuais ao que “não passa pelo sentido” e ao “encontro com o não-sentido” remetemse a qual categoria psíquica, segundo Jacques Lacan?

 

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