Docência como profissão
Profissão professor? Para a pesquisadora Rachel Lotan, esta é uma questão central para a educação contemporânea, como um verdadeiro to be or not to be. Comandando aquele que é considerado um dos principais cursos de formação de professores do mundo – ministrado pela Universidade Stanford, em Palo Alto, nos Estados Unidos -, Rachel acredita que, embora já atenda às características fundamentais de uma profissão, a docência ainda precisa avançar para deixar a condição de um ofício em desenvolvimento. Para ela, entre os desafios da profissionalização está a superação do debate ideológico sobre o accountability – ou seja, a prestação de contas dos resultados da atuação profissional – em benefício do foco total e absoluto na aprendizagem dos alunos.
São princípios como esse que orientam o Stanford Teacher Education Program (Step), um curso de excelência com caráter de demonstração – pois aceita apenas 90 alunos anualmente – que serve como inspiração para programas de formação de professores norte-americanos e de outros países.
O Step é um curso de pós-graduação, com duração de um ano, que aceita alunos graduados em outras áreas, como economia ou inglês, por exemplo. Entre os principais diferenciais do Step está o encontro entre teoria e prática: ao longo de todo o curso, os professores atuam como auxiliares em escolas da região. Diariamente, retroalimentam o curso trazendo para a sala de aula estudos de caso, luz das teorias e do aconselhamento de professores mais experientes. Toda a supervisão da atuação dos alunos do STEP é realizada pelos próprios professores de Stanford e das escolas parceiras, que se reúnem semanalmente com os alunos e também acompanham a atuação dos estudantes por meio de aulas filmadas. O programa de Stanford recebe a visita de especialistas de diversos países, entre eles do Brasil, como da Fundação Lemann, que convidou Rachel, em parceria com a Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), para duas conferências no Brasil, uma delas na própria Feusp. Em seguida, Rachel concedeu uma entrevista exclusiva à Educação.
(Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2013/01/29/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Avalie as seguintes afirmações a respeito do uso da crase em situações do texto, assinalando V, se verdadeiro, ou F, se falso.
( ) O uso de às, na lacuna, é obrigatório, visto que ali se evidenciam as duas condições fundamentais para a ocorrência da crase – a palavra regente exige a preposição a e a palavra regida é determinada pelo artigo definido feminino.
( )O uso da crase para preencher a lacuna está relacionado à determinação requerida pela palavra luz, no caso, um artigo feminino.
( ) Caso a palavra Educação fosse substituída por Editor da Educação, o vocábulo à, que precede o vocábulo em questão, deveria ser substituído por ao, visto que, de uma combinação de letras iguais se teria a contração da preposição a com o artigo definido o.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: